OS BOLINHAS E A HISTÓRIA DO SEGURO NO BRASIL
Muito honrosa é a incumbência a nós feita pelo Magnífico Reitor do Clube da Bolinha de São Paulo, Joaquim Antonio Borges Aranha, nossos velho amigo, e só por isso, para prefaciar a introdução à leitura da brilhante história de seu Clube.
Sentimo-nos muito à vontade para fazê-lo, antes como hoje, somente como atento observador que acompanhou suas glórias e vicissitudes, em episódios de que participamos.
O surgimento do Clube é precedido de um constante sentimento de espaço vazio no relacionamento e aproximação, em sentido também profissional, entre os que, em suas mesas de trabalho, mourejavam no dia-a-dia no manejo do intercâmbio de cosseguros obrigatório e facultativo, da época, e entre Companhias. Era preciso mudar e para isso, pensava Dimas de Camargo Maia, era preciso reunir amigos numa só massa, com o objetivo de inaugurar, isso sim, sadia convivência
social e eliminar certas aparências de inimigos concorrentes no desempenho comercial. A luta entre amigos, que realmente são, seria suavizada tendo o entendimento, a amizade e a paz por apanágio. Eis que, se assim pensava Dimas, melhor o realizaria.
Com tais objetivos, o Clube foi fundado e constituído de uns poucos. Foram, então, instituídas reuniões na última terça-feira de cada mês, em jantares, sempre depois mais concorridos pelo aumento do quadro social. Comparecemos a alguns jantares como convidado e podemos testemunhar o companheirismo e a alegria imperantes.
Fomos sempre um “cartola”, qualificação pela qual os bolinhas distinguiam deles os diretores de Companhias, mas em sentido até elogioso, não pejorativo. A estes era convencionalmente vedado ser propostos para ingresso à incipiente confraria de então e concorrerem à sorte das bolas brancas e pretas.
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